16.8.12
Lagrimas apos o jogo - o dia mais feliz na vida de um Paquistanes
Lagrimas apos o jogo - o dia mais feliz na vida de um Paquistane
Segunda feira passada as 6 da tarde fui jogar squash.
Quando chego ao clube, pergunto pelo rapaz que vou jogar, pois e' um torneio de verao, que na verdade estou jogando no lugar de um colega que nao podia ir.
Meu oponente, um paquistanes baixinho, escuro como a noite e com dentes bem tortos e amarelos, me estava esperando.
Temos um jogo bom, ganhei 3 a 1, suado, mas o paquistanes estava claramente cansado.
Depois da ducha ele convidou para um cerveja. Tradicao do squash, nao bebo, mas aceito o convite para jogar conversa fora.
Quando pergunto o nome dele me diz que e' "Alguma coisa que nao entendi" Khan. Indigado se e' parente do Jansher Khan (para que nao sabe: Jasher Khan e' o maior jogador de Squash de todos os tempos). Ele afirma que pesquisou o assunto e que e' primo de 8o grau.
Papo vai, papo vem, ele falou que tem uma filha de duas semanas de idade e que conheceu ela hoje! Hoje? - pergunto. "Sim" - responde ele - "Trabalhei muito nas ultimas duas semanas e estava na Califonia."
"E o que voce faz da vida?" pergunto
"Pesquisa e engenharia de propulsao reversa"
"Isso se relaciona com marcha re' de carros?" - tento acertar incredulamente
"Nao exatamente" ele responde
"Tens uma photo da filha" pergunto para nao passar vergonha e ser acusado de anti social
"Nao deu tempo de tirar uma ou perguntar para a esposa. Cheguei em casa hoje, tirei uma soneca e quando acordei minha filha estava dormindo. Entao vim para o squash, que nao jogo ha 1 mes"
"Entao qual e' o seu trabalho que e' tao importante que nao presencia o nascimento da filha?" pensei com meus botoes, mas nao tive corgem de perguntar.
"Eu ja fui a California algumas vezese gostei. Trabalhei uns dias em Pleasanton, perto de Sao Francisco. Cidade com nome meio maluco. E voce, onde ficou por la?"
"Em Pasadena, no Jet Propulsion Lab - nos ultimos anos passo metade do tempo la e aqui em Cambridge no MIT".
"E o o trabalho esta indo bem?" - ja que nao tem a ver com marche re' de carros, deve ser algo interessante, pensei.
Ai ele tira o celular do bolso, conecta um link e me diz: "A noite passada foi o momento mais feliz da minha vida. Vou te mostrar por que".
Estranhei, sera que o individuo tem ou nao tem photo da filha? Acho que nao entendi e ele vai mostrar.
Me mostrou um video sensacional que parecia ficcao cientifica, mas nao e'. http://www.nasa.gov/multimedia/videogallery/index.html?media_id=146903741
Ele comentou que projetou o sistema de jatos que freiaram a nave espacial que ativou o guindaste para baixar o carro exploratorio em Marte. E depois a nave fez um curto voo para longe to veiculo.
Trabalhou 7 anos no projeto e que hoje a nave "entregou" o vehiculo.
Entusiasmado chamei uns outros por la para ver o video.
No final, depois de muitas cervejas (dele) decidimos que era hora de levantar acampamento. Falei "Vai para casa, filha pequena, esposa cuidando da filha, vai la - experiencia propria".
Como ele nao usa carro dei uma carona.
Chegando na casa ele comecou a limpar os olhos, dar uma disfarcada. Ofereci um Kleenex para ele. Antes de sair do carro ele falou:
"Sabe o que e' o mais legal? Com certeza nossos filhos, vao ver um homem andar em Marte e provavelmente montar uma estacao espacial la"
"Certeza?" pensei - "O que faz voce ter tanta certeza disso?"
Antes de fechar a porta ela falou,
"O projeto esta pronto, tem budget e ja se iniciou a montagem do prototipos da nave. E quem esta liderando o projeto dos foguetes de propulsao reversa sou eu! Boa noite."
E se tudo der certo, ainda vamos ver o homem passeando em Marte. Com certeza o Coxao e a Banis vao ver.
Beijos e boa noite,
Pali
1.10.10
Reflexões de um pseudo agricolão paulistano chegando nos 40
Pois é, neste mês completo quarenta. E faz alguns meses comecei a sentir uma coceira cerebral (!) recordando que, teoricamente, já não sou mais um moleque. Comecei a refletir sobre o tema pois na família, na escola, e no trabalho, eu sempre era o mais novo quando olhava para os lados.
Graças a um mentor que tive no passado, há muito tempo me dei conta que a idade não e´ linear, mas psicológica. Há pessoas de 50 anos que tem mais energia, motivação e inspiração que muitos universitários.
Aqui seguem algumas idéias sobre minha chegada aos 40...
Percebi que no esporte, corro menos que a garotada, mas mesmo assim consigo ganhar de alguns, pois não faço tanta besteira.
Notei que ao jogar dois ou três dias seguidos começa a doer tudo no corpo. Isso não acontecia antes. Agora entendo meu irmão maior (12 anos a mais), que sempre fez miséria de mim na quadra, mas reclamava de uma dorzinha aqui e outra ali.
Em reuniões no trabalho falo menos, escuto um pouco mais. E quando falo muito, posteriormente chego a conclusão que deveria haver mantido a boca fechada.
Vejo nos meus filhos atitudes idênticas as de quando eu era criança. O mais velho, de sete anos, parece uma cópia xerox de mim. E me dou conta de como eu era na infancia: gostava de cantarolar sozinho, facilmente desisitia de algo após o início, morria de medo de entrar no chuveiro frio, sempre queria ter a última palavra, ficava enfiando o dedo no nariz (a sinceridade dói, mas não deve ser evitada!), gostava de escutar conversa de adultos, era metido a cientista amador de meia tigela... Pelo menos meu filho parece ter um QI bem melhor que o meu (nada muito difícil). Já minha filha mais nova, puxou a mãe e, que não me leve a mal, mais alguém bem longínquo da família – com o gênio que tem, não sabemos quem herdou. Juro que eu não era assim apesar de denúncias dos meus irmãos, primos e cia. Mas isso é conversa para outro dia.
Neste verão viajei muito, muito mesmo. E nos aviões me deparei com muitos jovens de colegial ou faculdade viajando. Quando escuto o que estão conversando, não entendo do que tanto riem.
Quando vejo as franguinhas passando acho suas roupas um pouco estranhas. Não vulgares, mas simplesmente estranhas. (Às feministas , um aviso: olhar nunca arrancou pedaço, só não vale morder!). Quando viajo, as quarentonas as vezes ficam olhando para ver se já estou 100% careca. Mas as gatinhas de verdade: ... nem isso!
Comprei uma casa grande. Grande demais. Não sei ainda exatamente porque, mas a esposa e os filhos estão felizes da vida.
Comecei a correr e até completei uma maratona (obviamente terminei no mesmo tempo que os velhinhos, as madames e a turma que tem problemas físicos, mas completei). Até uns meses atrás nunca tinha corrido mais de 20 minutos sem parar. E não é por falta de fazer esporte. Mas sempre considerei correr um esporte para quem não sabe fazer outra coisa. Mas correndo conheço o lugar que moro e as pessoas do bairro (ao invés de apenas passar rapidamente de carro), posso sair na hora que quiser, e, principalmente, consigo escutar no iPod as músicas que gosto sem ninguém reclamar que o volume está muito alto. Este verão fiz dois triathlons, e é muito mais gostoso que apenas correr.
Estou feliz em completar quarenta anos. Aprecio mais o que tenho, inha familia, esposa, as pessoas que conheci e os lugares que visito. Tenho a sorte de ter saúde, oportunidade de uma boa formação e um trabalho que reclamo, mas gosto.
Aproveitei bastante e ainda tenho muuuito o que aproveitar. Acho que quando chegamos aos quarenta ficamos meio nostálgicos, mas temos mais cabeça, grana e oportunidades para fazermos o que gostamos.
Na realidade, ainda me sinto um moleque de 20 anos. No trabalho, nas atitudes, nos comentários indevidos, na vontade de conhecer o mundo e na atração de fazer coisas novas.
As vezes paro para refletir que meus pais tinham um pouco mais de quarenta quando eu nasci, sera que eram psicologicamnete mais velhos do que eu: Creio que sim, ticeram uma juventude mais difícil. Será que meus filhos pensam que sou um velho, garotão, superhomem, ou ranzinza?
Espero continuar sendo um moleque por no mínimo mais 40 anos!
19.5.10
Mundo Pequeno

Semana passada tive um choque tecnológico.
Estou trabalhando em um projecto para uma empresa francesa. Me meti nisso pois não tinha ninguém que falava Francês para ajudar e eu mencionei há um tempo que falava francês. mas sempre fui honesto mencionando que não conseguiria fazer uma apresentação ou escrever neste idioma.
Bem, meu colega me enviou todo material com 25 longos documentos, incluindo planilhas, textos, etc... e me comentou que eu tinha 6 dias para apresentar a proposta.
Comecei a ler e deu um frio na barriga. Já estava me preparando para avisar que não ia dar devido ao idioma, que eu ia passar esta, etc. Quando lembrei de uma entrevista de um engenheiro da Google mencionando com as ferramentas de tradução melhoraram.
Joguei o texto no Google Translate e... maravilha! Traduções consistentes, creio que com cerca de 80% de precisão - o suficiente para entender o que o cliente quer e trabalhar.
Uma beleza...por isso que dizem que o mundo esta ficando pequeno!
Nunca escrevi no Facebook, mas vamos tentar. Ainda não decidi se escrevo em inglês ou em português. Mas com o Google Translate, parece que tanto faz...
30.1.10
O carro...correndo.
Como sempre fui o menor da familia, como sempre gostava de escutar as conversas dos adultos, como gostava de esportes que meus colegas nao gostavam (vela, squash, golfe,...), sempre me achei o jovem do pedaço. Entrei cedo na faculdade, 17 anos, nem sabia dirigir, não bebia, não fumava, nem tinha namorada de verdade. Sempre me achei o mais novo onde estava.
Há dois anos sutilmente me surpreendi com algumas ações minhas.... Entre elas as duas abaixo
O Carro
Exceto um Honda Civic, nunca tive um carro novo. E o Civic comprei porque é famoso de durar muitos anos sem dar problema. Mas quando vi que a gasolina subiu muito há dois anos, pensei: ou tenho um carro bom agora, ou talvez nunca mais... Além disso no Brasil carro bom custa uma fortuna, e carro novo nem pensar.Viramos alvo de criminosos e acho muito snob.
Sempre achei carro novo perda de dinheiro, pois desvaloriza muito. E ultimamente só tenho comprado carro japonês usado pois nunca da problema. Subaru, Toyota, Honda todos uma maravilha e só foram vendidos quando me mudava do país.
Depois de muita pesquisa fui na concessionária para dar uma volta no carro, para ver se o que eu estava lendo nos sites de automóveis era verdade. Cheguei lá e cai na conversa do vendedor. Comprei um carrão, mas não era novo não, era carro de demonstração da concessionaria. Já tinha uns 3000km e consegui um belo desconto por isso (mas cheirava como novo). Não só comprei o carro que buscava, mas um modelo equipado dos pés a cabeça. O vendedor, um tipo arabe que nasceu para a profissão, ficou feliz e cheio de si. Quando escrevi o cheque tive uns minutos de arrependimento, pois por 20% a menos dava para comprar um Honda ou Toyota zero, novo.
Quando cheguei em casa minha esposa foi só elogios, mas tinha uma ponta de duvida no sorriso.
O resultado foi que pela primeira vez na vida gosto de dirigir. As estradas secundárias por aqui sao deliciosas, sem buracos, bonitas. E mudam de cor com as estacoes. Sempre que estou em casa levo meu filho na escola. Por ele e...pelo prazer de pegar um caminho bonito com o carro gostoso. E nem vou rápido, pois não sou burro nem louco. Apenas aproveito a viagem.
Não me entendam mal, ainda sou fã de carro japonês e me dói no bolsa gastar com coisas fúteis com carros, que deveriam ser apenas um meio de transporte. Mas um bom carro Alemão é que da gosto de dirigir. O resto é conversa.
Correndo
Há dois anos fui ver a Maratona de Boston. Levei umas moças turcas que estavam fazendo intercâmbio, e como era feriado na escola, o Ian veio junto. Eu nunca tinha visto uma maratona, exceto quando trabalhava no Carrefour que fui obrigado a ajudar numa prova e fiquei horas de pé perto de um parque e nem vi direito os corredores paasrem.
Depois de 1 hora esperando e tentando distrair meu filho vieram os lideres, a maioria africanos. Eu estava no km 15, mas para mim eles corriam como se estivessem nos 400m rasos. E aí vieram os outors 30mil corredores, que pareciam tartarugas comparados aos professionais. Quando estava voltando ao carro o Ian (5 anos) me fez uma pergunta que nunca vou esquecer:
“Papai, para onde todos estes estão correndo?”
“Para Boston filho”
“Mas Boston fica muito longe daqui”
“Sim filho, mas estes corredores treinam muito e conseguem chegar até lá. Alguns chegam em 2 horas e pouco, outros em 4 horas e tem uns que demoram até 7 horas.”
“Papai, isto não dá, é muito longe”
“Filho, se alguém treinar bastante pode correr uma maratona um dia, qualquer um que se dedica e treina pode. Você não viu que tinha gene até de cadeira de rodas”
“Papai, não acredito nisso E você nunca conseguiria correr daqui até Boston. Isso é impossível.”
“Não diga isso filho.”
E a conversa ficou por aí. Fiquei pensando. Nos próximos dias comprei um livro de como treinar para uma maratona e umas duas semanas depois falei para o Ian: "Filho, no ano que em vou correr a maratona de Boston. Para você ver que com forã de vontade podes fazer qualquer coisa."
E não é que corri a bendita. De fio a pavio. Ta certo me arrastei alguns kilometros, mas isso fica para outra história
Escrevi estas duas anedotas sem nenhuma pretensão de me gabar, na verdade o que me inspirou foi algo muito diferente, o oposto. Sabem o que as duas histórias tem e comum?
Percebi que não sou mais o mais novo, já estou chegando aos 40.
Quando estava treinando para a maratona foi a primeira vez que senti dor nas costas. E na verdade corri a maratona para provar que eu conseguia, para meu filho e para mim mesmo. Comprei o carro e quando fui almoçar com os colegas do trabalho levei uma menina de carona. Ela falou: “Que carrão lindo, posso dirigir?”. Definitiva percebi que já estou em outra fase.
Resumindo, estou chegando aos 40 e não sou mais o mais novo do pedaço. Mas ainda me dou ao luxo de me sentir o mais novo.
Há dois anos sutilmente me surpreendi com algumas ações minhas.... Entre elas as duas abaixo
O Carro
Exceto um Honda Civic, nunca tive um carro novo. E o Civic comprei porque é famoso de durar muitos anos sem dar problema. Mas quando vi que a gasolina subiu muito há dois anos, pensei: ou tenho um carro bom agora, ou talvez nunca mais... Além disso no Brasil carro bom custa uma fortuna, e carro novo nem pensar.Viramos alvo de criminosos e acho muito snob.
Sempre achei carro novo perda de dinheiro, pois desvaloriza muito. E ultimamente só tenho comprado carro japonês usado pois nunca da problema. Subaru, Toyota, Honda todos uma maravilha e só foram vendidos quando me mudava do país.
Depois de muita pesquisa fui na concessionária para dar uma volta no carro, para ver se o que eu estava lendo nos sites de automóveis era verdade. Cheguei lá e cai na conversa do vendedor. Comprei um carrão, mas não era novo não, era carro de demonstração da concessionaria. Já tinha uns 3000km e consegui um belo desconto por isso (mas cheirava como novo). Não só comprei o carro que buscava, mas um modelo equipado dos pés a cabeça. O vendedor, um tipo arabe que nasceu para a profissão, ficou feliz e cheio de si. Quando escrevi o cheque tive uns minutos de arrependimento, pois por 20% a menos dava para comprar um Honda ou Toyota zero, novo.
Quando cheguei em casa minha esposa foi só elogios, mas tinha uma ponta de duvida no sorriso.
O resultado foi que pela primeira vez na vida gosto de dirigir. As estradas secundárias por aqui sao deliciosas, sem buracos, bonitas. E mudam de cor com as estacoes. Sempre que estou em casa levo meu filho na escola. Por ele e...pelo prazer de pegar um caminho bonito com o carro gostoso. E nem vou rápido, pois não sou burro nem louco. Apenas aproveito a viagem.
Não me entendam mal, ainda sou fã de carro japonês e me dói no bolsa gastar com coisas fúteis com carros, que deveriam ser apenas um meio de transporte. Mas um bom carro Alemão é que da gosto de dirigir. O resto é conversa.
Correndo
Há dois anos fui ver a Maratona de Boston. Levei umas moças turcas que estavam fazendo intercâmbio, e como era feriado na escola, o Ian veio junto. Eu nunca tinha visto uma maratona, exceto quando trabalhava no Carrefour que fui obrigado a ajudar numa prova e fiquei horas de pé perto de um parque e nem vi direito os corredores paasrem.
Depois de 1 hora esperando e tentando distrair meu filho vieram os lideres, a maioria africanos. Eu estava no km 15, mas para mim eles corriam como se estivessem nos 400m rasos. E aí vieram os outors 30mil corredores, que pareciam tartarugas comparados aos professionais. Quando estava voltando ao carro o Ian (5 anos) me fez uma pergunta que nunca vou esquecer:
“Papai, para onde todos estes estão correndo?”
“Para Boston filho”
“Mas Boston fica muito longe daqui”
“Sim filho, mas estes corredores treinam muito e conseguem chegar até lá. Alguns chegam em 2 horas e pouco, outros em 4 horas e tem uns que demoram até 7 horas.”
“Papai, isto não dá, é muito longe”
“Filho, se alguém treinar bastante pode correr uma maratona um dia, qualquer um que se dedica e treina pode. Você não viu que tinha gene até de cadeira de rodas”
“Papai, não acredito nisso E você nunca conseguiria correr daqui até Boston. Isso é impossível.”
“Não diga isso filho.”
E a conversa ficou por aí. Fiquei pensando. Nos próximos dias comprei um livro de como treinar para uma maratona e umas duas semanas depois falei para o Ian: "Filho, no ano que em vou correr a maratona de Boston. Para você ver que com forã de vontade podes fazer qualquer coisa."
E não é que corri a bendita. De fio a pavio. Ta certo me arrastei alguns kilometros, mas isso fica para outra história
Escrevi estas duas anedotas sem nenhuma pretensão de me gabar, na verdade o que me inspirou foi algo muito diferente, o oposto. Sabem o que as duas histórias tem e comum?
Percebi que não sou mais o mais novo, já estou chegando aos 40.
Quando estava treinando para a maratona foi a primeira vez que senti dor nas costas. E na verdade corri a maratona para provar que eu conseguia, para meu filho e para mim mesmo. Comprei o carro e quando fui almoçar com os colegas do trabalho levei uma menina de carona. Ela falou: “Que carrão lindo, posso dirigir?”. Definitiva percebi que já estou em outra fase.
Resumindo, estou chegando aos 40 e não sou mais o mais novo do pedaço. Mas ainda me dou ao luxo de me sentir o mais novo.
12.10.09
Mudamos
Há quatro anos moro com a família em Holliston. Linda cidade pitoresca em Massachusetts (até hoje não aprendi escrever este nome).
Depois de quatro anos vivendo lá cheguei a conclusão de algo que já sabia mas não admitia: um lugar pitoresco não é o suficiente para mim ou para Maricarmen. Tem que ter algo mais.Ao mesmo tempo, dei novamente ouvidos aos conselhos do pai e decidimos nos mudar para mais perto de civilização.E finalmente, mudamos: 5 minutos do trem, 20min do centro de Boston, perto de quase tudo e de alguns (não de todos).Mas a mudança em si era a grande questão acostumados a vida boa, iniciamos a busca de uma empresa de mudança como conhecemos em países quase civilizados. Após o primeiro orçamento de $15k fomos baixando o nível até sermos forcados a concluir que quem iria a fazer a mudança seriamos nós. Nisso leia-se a Maricarmen pois minha missão se resumia a {apenas} embalar utensílios de jardim, garagem, dirigir o caminha e carregar e descarregar o caminha.Após a compra da casa (historia para outro post) decidimos a data, e naveguei uma 5 horas na Internet, aluguei o caminhão!!! E como nao sou super-homem, contratamos 2 fulanos de uma site chamada Movers Help.
O resultado foi que mudar é mais fácil que eu imaginava. Mas encaixotar todas as tralhas do jardim e da garagem, foram tarefas mais árduas de o que imaginei. E ao invés de gastar $15k na mudança, gastamos $1k.Pois a economia não durou, pois literalmente (desculpe o termo) afundamos na merda. A nosso sistema de esgoto de fossa séptica na casa antiga pifou e temos que trocar antes de vender a casa.
Depois de quatro anos vivendo lá cheguei a conclusão de algo que já sabia mas não admitia: um lugar pitoresco não é o suficiente para mim ou para Maricarmen. Tem que ter algo mais.Ao mesmo tempo, dei novamente ouvidos aos conselhos do pai e decidimos nos mudar para mais perto de civilização.E finalmente, mudamos: 5 minutos do trem, 20min do centro de Boston, perto de quase tudo e de alguns (não de todos).Mas a mudança em si era a grande questão acostumados a vida boa, iniciamos a busca de uma empresa de mudança como conhecemos em países quase civilizados. Após o primeiro orçamento de $15k fomos baixando o nível até sermos forcados a concluir que quem iria a fazer a mudança seriamos nós. Nisso leia-se a Maricarmen pois minha missão se resumia a {apenas} embalar utensílios de jardim, garagem, dirigir o caminha e carregar e descarregar o caminha.Após a compra da casa (historia para outro post) decidimos a data, e naveguei uma 5 horas na Internet, aluguei o caminhão!!! E como nao sou super-homem, contratamos 2 fulanos de uma site chamada Movers Help.
O resultado foi que mudar é mais fácil que eu imaginava. Mas encaixotar todas as tralhas do jardim e da garagem, foram tarefas mais árduas de o que imaginei. E ao invés de gastar $15k na mudança, gastamos $1k.Pois a economia não durou, pois literalmente (desculpe o termo) afundamos na merda. A nosso sistema de esgoto de fossa séptica na casa antiga pifou e temos que trocar antes de vender a casa.
3.5.07
Ludovico

Puuutz Grillla!!!!
Tentando ser educado, esta e' a unica maneira de descrever este site que lhes menciono abaixo.
Ai vai a historia:
Nesta noite de primavera, apos ver o mato crescendo no meu futuro lindo gramado. Apos ver a chegada animadissima da Ivana Banana. A chegada geladissima do fresquissimo Ian Coxinha. Da bela encantadora e “desperate housewife” Mary. Apos servir o jantar as pressas nesta terra que empregada ou baba e' algo tao exclusivo quanto telefone celular no tempo da defunta Telesp. Apos ver um capitulo da novela mexicana “Bety, la fea mas bella”. Chego em frente ao computador no canto da sala.
Mary e eu estamos nos preparando para amanha embarcar em uma expedicao de volta ao mundo civilizado da cultura: Apos quase dois anos nos EUA vamos a um concerto de primeira em uma sala de primeira. No programa: Eroica Sinfonia n.3 do Ludovico Beethoven. Sera apresentado com enceramento da temporada 2006-2007 do Boston Symphony Hall. Para tentar enganar a ignorancia musical do casal, tentamos escutar um podcast que explica algo sobre a obra(para quem nao sabe o que e' podcast, pergunte ao filho ou neto). Apos dezenove segundos e meio de escuta, Mary – a bela e encantadora - diz que o assunto e' muito tecnico e rapidamente se despede. Sobe ao leito matrimonial com um livro de budismo a tiracolo (?!?!?!!!!. Mesmo concordando com sua afirmacao, nao dou o braco a torcer e escuto o podcast (sem entender bolhufas dos termos tecnicos) ate o final.
Vou a Enciclopaedia Wikipedia para ver se encontro algo no idioma dos mortais. Navegando pela pagina do Ludovico, encontro o link desejado.
Mesmo para quem nao e' gamado em musica classica, o site e' do peru!!! Em 15 minutos neste site aprendi mais sobre musica classica e orquestra do que em 10anos de aulas esporadicas. Aulas que incluiram: piano (a contragosto), violao (vetado pela familia), flauta (no colegio para ver as meninas), iniciacao musical (sem comentarios em repeito aos mais velhos). Nem aulas com de bateria, meu inalcancavel sonho, teriam ajudado.
Bem a vai o site, deixei para o final pois ninguem iria ler estas parcas palavras. Amanha vamos ao concerto. Se a Mary nao dormir, os dois vamos nos deleitar.
Aproveitem e naveguem: http://www.keepingscore.org/flash/beethoven/index.html
Beijos e abracos,
Pali
3.2.07
O fim do Microsoft Office...
Talvez a s empresas nao queiram usar, mas para quem tem um computer em casa, e' mais que suficiente. Principalmente para meus familiares e amigos que tem o costume de usar copias piratas em casa. Nao precisa mais. A Microsoft vai ter que baixar o preco ou lancar uma versao mais simples. Deem uma olhada.... clicando no titulo ou escrevendo: http://docs.google.com/

Acho que quando queriamos uma planilha ou um precessador, ficavamos com a cara igual a Ivana Banana olhando as balas
Acho que quando queriamos uma planilha ou um precessador, ficavamos com a cara igual a Ivana Banana olhando as balas
22.4.06
Quem lembra do seu “José – o jardineiro”?

Hoje lembrei do jardineiro que vinha uma vez ao mes na nossa casa da Cardoso de Almeida.
Normalmente vinha com um ou dois ajudantes. Para cortar a grama, nada de maquinas nem mesmo aqueles carrinhos rotatórios: ele usava lamina enorme que movia esquerda-direta, esquerda-direita. Claro que quem não tem habilidade pode dirar um belo naco da perna. A parte que eu mais gostava era quando o seu José tirava uma pedra do bolso e amolava o fia do mega lamina. Creio que hoje em dia a molecada conhece isso como o facao de Fred Kruger (quem não sabe quem é o Fred Kruger é só perguntar para o neto ou sobrinho).
Lembro que ele tinha uma ferramenta que parecia um ponto de interrogação de ponta-cabeça e que nfiava na terra para ajudar arrancar o mato.
Bom como podem imaginar, aqui na gringolandia não existe nada disso: cortar grama no jardim só com maquinas ou mini tratores. Para tirar o mato: é só ligar a TV no horario nobre que esta lotado de propaganda de defensivos (ou agrotóxicos para os mais ecológicos). Tem em grãos, líquidos, etc – afinal estamos na primavera e o que vale por aqui é o marketing.
Lembrei disso hoje pois cam a chegada da primavera, nosso jardim esta cheio de flores lindas, só que no meio da grama!! Gastei uns 20 minutos em palestra agronömica explicando a minha esposa que no gramdo e´para ter... grama. Não flores de mato.
Logo, passei a tarde com o Ian cuidando do jardim. E enquanto a empresa que contratei não vem passar o “veneno”, fiquei arrancando mato. Na falta de “pontodeinterrogação” ao contrario, usamos chave de fenda. Funcionou que foi uma beleza!!!

26.12.05
Papai Noel Chegou
Este foi nosso primeiro Natal em Boston. Nos mudamos ha dez dias e acredite se quiser a Maricarmen preparou a casa paro o Natal.No Dia 23 estavamos vazendo os preparativos finais e desencaixotando as 50 caixas que ainda faltam quando o vizinho perguntou se queriamos que o Papai Noel (Santa Klaus por aqui) nos visitasse.

Claro que sim. O Papai Noel chegou, conversou com o Ian e pegou a Ivana no colo. Ele é um dos vizinhos da rua que a 29 anos é Papai Noel na vizinhança.
Ivana estava de bom humor e acho que tentou uma pose.

Alias nossa vizinhança parece (por enquanto apenas parece) muito boa. Na rua tem umas 10 casas e a maioria já veio nos visitar com presentes, bolos e livros. No dia 24 fomos convidados a visitar um deles após a missa (que ainda não arriscamos ir). A vizinha do lado tentou empurrar a filha para ser baby siter. O outro vizinho explicou os temas polêmicos do bairro com respeito a agua, lixo, vizinhos. Na outra noite fomos convidados pelo vizinho da frente a esquerda Me receberam, o Ian ja se havia sentado em frente da arvore e me dei conta que estava na casa errada, mas como havia muita gente e abriram a porta perguntando se éramos os novos vizinhos, entrei. Após mil desculpas e aquela cara de vergonha total, saí para a segunda casa da esquerda e ai sim acertei.
Estou torcendo para nevar muito pois como a rua é sem saida e em decida a garotada (na qual eu me incluo) dá umas ensaiadas de snowboard!!! (pedem para a prefeitura não limpar a neve)


O assunto jantar comecou bem. Como podem ver eu fui o responsável pelo peru. Comprei um congelad. Já estava pensando em ligar para a tia Eva, quando me dei conta que o peru já estava defumado, temperado e semi cozido. Coloquei no forno e em duas horas ficou pronto. Estava muito bom!!
Maricarmen fez torta de maçã sensacional. Aqui tem maçãs especiais para assar e ficam muito mais saborosas que no Brasil. Principalmente adicionando uva passa e nozes.

O Ian esta com cara de poucos amigos pois estava mal do estômago. Como não sabíamos, deu chou durante a noite: vomitou três vezes, sujou roupa de cama, roupa, piso, papai, mamãe... até lembrei do Lars!!!


A hora dos presentes foi no dia 25 devido aos horarios. E o Ian ficou maravilhado. Ganhou os presentes que a família mandou do Brasil - aliás e fui vagal e nao mandei nada. No ano que vem vou ser tio e padrinha mais responsável.
Geladeira
Neste Natal compramos a nova Geladeira, como podem ver a mais feliz de todas foi a nossa amada.... Sogra!!! Só sorisos!!!
12.11.05
Squash in Boston

Como ja é sabido, sempre gostei de jogar squash. Aliás os que conheceram nossa casa na Cardoso de Almeida devem lembrar do "paredão" que existia no "jardim pequeno" em baixo da garagem. Eu adorava ficar batendo bola com raquete de tenis 
Deixando a nostalgia para trás aproveitei na semana passada para ir ver o aberto de Squash dos EUA. Foi aqui em Boston na Universidade de Harvard. Conversando com amigos do clube que jogo, fiquei sabendo que por aqui, squash é esporte de gente fina. Dos que fazem colegial e faculdade em escolar privadas.
A Univ. of Harvard tem 1 quadra de vidro permamente e 16 (exatamente: dezeseis) quadras de primeira.
Mudando de assunto, mas não tanto como vocês vão perceber adiante..... Imagino que muitos já ouviram falar do Jorge Paulo Lehman.

Nunca foi de aparecer muito mas ele é conhecido por alguns sucessos no mundo dos negócios: -Construiu o Banco garantia. EM sua época foi o maio banco de investimentos no Brasil (acho) e conhecido como criador de um modelo de negócio que valorizava ao extremo a competencia dos executivos (a tal ponto que muitos acham que não vale a pena trabalhar em empresas dele, mas ai é uma questão pessoal)
Construi a INBEV. Na verdade assumiu o controle de um baleada Brahma, que recuperou, detonou a Antartica, conveceu o Governo Brasileiro a montar um monopólio de Cerveja no Brasil, construi uma rede cervejarias na América Latina e formou a maior cervejaria do mundo com a Interbriew (apesar de ser a menor das duas empresas na fusão, parece que os executivos da Ambev são os que estão colocando a nova empresa para funcionar)
Submarino.com e IG - através da sua empresa de Capital Venture foi um dos que injetou grana logo no início
Wal-Mart Brasil - através das lojas Americanas se associou para trazer o mair varejista do mundo ao Brasil. Não deu certo e saiu do negócio
OfficeNet - novamente através de sua empresa de Venture Capital injetou dinheiro no início do negócio. E vendeu para quem....? Para a Staples!!
Parece tamb~em que ficou conhecido por não te agido de bom caráter no grupo Artex (toalhas) ao deixar os minoritarios na mão.
Mas o que mais chama atenção não são as suas realizações conhecidas; mas as desconhecidas. As que eu tomei conhecimento são:

Fundação Escolar - da bolsas de estudo para quem quer fazer MBA nas melhores escolas do mundo mas não pode pagar do bolso
Instituto Empreendedor Endeavor- gerar emprego e renda através do estímulo a cultura empreendedora. Ajuda assim a formação de novas empresas
IBMEC - parece que tem seu toque para formar a melhor faculdade do pais que ja deixou a FEA, A GV e outras tantas para tras.
E para finalizar, ele é o maior doador de $$ do centro esportivo de tenis e squash da Universidade de Harvard
Nunca conheci ele pessoalmente (afinal não estou com esta bala de conhecer mega empresários), mas que dá para admirar um pouco, não tem dúvida.
14.8.05
Amar e': Levar a sogra de ferias....


Quando nos casamos, normalmente nos apaixonamos por alguem que queremos passar um tempo juntos, muito tempo ou a vida toda. Eu recomendo a ultima opcao (que foi o meu caso).
Dependendo de como conhecemos nosso par (resolvi usar par por ser mais politicamente correto nos dias de hoje) temos mais ou menos contato com a familia da(o) escolhida. E ai sempre vem uma figura fundamental: a sogra.
No meu caso dei sorte: a sogra e gente fina, e agradavel de conversar, nao da muito palpite e, principalmete, esta a 3.000/8.000km (dependendo onde nos estamos vivendo).
Assim todas as vezes que vem de visita ou e’ visitada tudo vai as mil maravilhas: beijinho para ca, beijinho para la, elogios de como sou um bom esposo, trabalhador, etc, etc.
Nestas ferias de julho, meu pai organizou uma viagem familiar para a Hungria. Eu a Maricarmen e o Ian aproveitamos para dar um esticadinha em Moscou visitar uns amigos.
Qual nao foi minha surpresa quando a Maricarmen mencionou: “Que tal levarmos minha mae junto?”. “ Mas ela nao fala Ingles, Hungaro, Russo ou Portugues” respondi. “Nao tem problema, nos traduzimos tudo”, afirmou aesposo com os olhos brilhando. Tudo estava decidido antes mesmo deu ser consultado.
Bem, fomos primeiramente para a Russia visitar nossos amigos do MBA: Andrei, Marsha e os filhos.
Foi sensacional visitar Moscou. Nao e uma cidade linda como as grandes capitais europeias, mas e’ grandiosa.. Eu estava bem ancioso para ver onde foi a sede da URSS, onde Lenin e Stalin iniciaream suas loucuras, onde agiam os espioes que eu lia nos livros de Frederick Forsyth (e que nuitos devem ter existido mesmo) e onde os jogadores da guerra fria sempre olhavam. Enfim conhecer o centro de 1/3 do mundo nos ultimos 100 anos.
Ao chegar fomos super bem recebidos por nossos amigos em seu apartamento moderno em Moscou e na Dacha de final de semana no interior.
No 1o dia de visita fomos a Kermlin e os pes da sogra comecaram a inchar. Ela comecou a ter dificuldades para caminhar. Nao servia o tenis, e, la fomos nos comprar uma sandalia aberta. Apos andar em diferentes shoppings (como se nao tivessemos mais o que fazer) ela mudou de ideia e disse que nao precisava... . E passou 4 dias usando os chinelos da nossa anfitria. Isto ate decidir comprar suas sandalias alemas (e levar uma facada na carteira pois tudo que tem qualidade em Moscow vem da Europa Ocidental a precos de japones).
Tudo em Moscow e’ grandioso. Uma das coisas que mais me impressionou e’ o monumento (recente) que fizeram em memoria a 2a Guerra. 50 anos depois fizeram algo do tamanho do parque do Ibirapuera. Afinal creio que morreram mais Russos do que europeus ocidentais na guerra.
E os russos realmente tem uma mentalidade bem diferente: conversando sobre governantes do presente e do passado, todos dizem que o mais importante e’ o governante ser forte. Nao interessa se e’ democratico, bem intencionado, mal intencionado, a favor ou contra o livre mercado; tem que ser forte, se nao, nao presta. Creio que isso fala muito da personalidade dos russos.
Tambem la percebi que Paulo, se fala Paula. Me chamavam de Paula e,...., fazer o que? Tive que engolir.
Fomos para Hungria e ai a situacao comecou a piorar: Os pes da sogra nao se desinchavam e comecou uma tosse muito forte. Ela confessou que havia parado de tomar os remedios para outras coisas que o medico no Mexico havia recomendado, mas que “achava” que isto nao tinha nada que ver com os problemass?!?!?? Eu queria chamar um medico do hotel, mas ela nao viu necessidade. No segundo dia em Budapeste ela ficou no hotel e teve a ideia de comecar a tomar antibiotico sem consultar medico. So conseguiu o remedio pois alguem na familia lhe ofereceu de boa fe, mas a caixa estava na metade.
Budapeste nem tem o que comentar: ja e’ a quinta vez que visito e a cidade e' liiiiiiiiiiiiinda. Nao quero ser ufanista em relacao ao passado de minha familia, mas o pais e’ de babar (passamos 4 dias na capital 6 no interior), distancias pequenas e precos atrativos se comparado a outros destinos da Europa. E’ dificil comer mal.
No terceiro dia fui comprar remedios para a sogra as 11 da noite na janela de uma farmacia. Quando fomos ao interior do pais levei ela ao medico, com ajuda do meu pai para traduzir, pois meu Hungaro se resume a meia duzia de palavras macarronicas.
Fomos a um posto de saude (domingo a tarde) e a medica diagnosticou inicio de bronquite e inchaco nos pes (obvio!). Nao vou nem mencionar os comentarios da doutora em relacao as tentativas de auto medicacao... . Receitou outro antibiotico, outros remedios e dois dias de repouso.
Enquanbto isso estavamos viajando pelo lindo interior da Hungria, visitando cidades belas, comendo bem, indo a piscinas publicas, e nos divertindo. E a sogra melhorando.
Um comentario referente as piscinas: na Hungria a maioria sao com agua natural quente e publicas O povo adora. E como o pais nao tem acesso ao mar, e’ a praia de todos.
Alias a sogra, entrou em uma piscina pela 2a vez na vida (a 1a foi em nossa ex casa em Alphaville - SP). Doente e tudo, reclamando da cor da agua, mas entrou!
A viagem terminou com chave de ouro no lago Baloton. Eu sempre achei que era uma piscina gigante e horrivel, mas o lugar e’ delicioso e nos divertimos muito. A sogra entrou na agua de novo, com sol a pino e 30graus na sombra.
Ao regressar aos EUA esperamos tres dias e nada da sogra melhorar. Levei-a para emergencia do Hospital local pois ela mal conseguia caminhar e tinha medo de tomar o aviao neste estado. Chegou a mencionar que ficaria conosco ate melhorar (apos 5 semanas juntos “all the time”). Eu tinha, realmente tinha, que ajudar ela a se recuperar.
No hospital passou a noite em uma bateria de exames pois os medicos temiam um coagulo ou trombose na perna ou no pulmao. QUem ficou fazendo compania? Eu claro.
Mais remedios e agora sim comecou a melhorar. A conta do hospital ninguem sabe quanto foi mas disseram que a conta vem pelo correio para casa (eu perguntava e todos diziam que nao sabiam. "Se nao puder pagar, lihue para este numero que um orientador financeiro de pessoas sem recursos te vai ajudar?!?!?!????).
Liguei para Aeromexico reconfirmar o voo de regresso e levei-a pessoalmente no aerorto (sabem como e’, so para garantir...). Qual nao foi a minha surpresa quando soubemos no check-in que o voo tinha sido cancelado. Nao apenas este voo, mas que a empresa nao operava mais para Boston. Voltei para a casa com a sogra e sem nunhuma garantia de quando ela iria regressar ao seu lar.
No dia seguinte, apos a Mariarmen brigar com metade do aeroporto ela embarcou de volta e ja esta melhor de saude, quase nova!
Mas podem ter certeza: gosto da sogra, ele e’ gente fina.a>









